Thursday, June 28, 2007

Quantas notas?

São muitas músicas que cantam o amor.

É sério isso? Não tem outro tema?

Sim, estar apaixonado é ótimo, acho que não deve existir no mundo droga que dê barato maior. Mas a vida, ao contrário do que canta essa pá de gente sem criatividade, é bem mais do que isso. Apologia à solteirísse sim! Relacionamento dá trabalho, desgasta... e? E nada! Depois sempre acaba. E sempre machuca. Se não é você é o outro. Loteria muito estranha essa.

Aliás, é exatamente isso que as músicas cantam. Sobre finais que doem.

Hum...

Pensando melhor...

Nunca tinha notado que “Devolva-me” (Adriana Calcanhoto) é a maior apologia à solteirisse que pode haver. Sim, pois uma pessoa que escuta aquilo e mesmo assim se lança num namoro é, no mínimo, doida. Ou burra.

Tuesday, June 19, 2007

m@$%&*a



E se ele ligar e eu já estiver em casa? Vou parar no posto... pra fazer hora.

Alguma coisa tá muito errada. Tem alguém muito maluco aqui. Fazer hora pra esperar? Sempre a m@$%&*a da esperança!

...


Monday, June 18, 2007

E é nesses dias em que tudo que você mais precisa é de silêncio que as pessoas mais simpáticas vêm querendo puxar assunto.

Thursday, January 25, 2007

Claro




Lembra da sua primeira paixão? Lógico que lembra. Quem não lembra? E da primeira paixão que virou alguma coisa de verdade? Essa é a mais perigosa. Tenho essa teoria de que a primeira pessoa, aquela que você se apaixonou de verde, amarelo e fúcsia, vai te acompanhar pelo resto da sua vida e marcar de forma bastante contundente todos os outros relacionamentos que vierem.

É aquilo de que o claro existe quando comparado com o escuro. Como dizia a Broadshaw: “-Quer avaliar seu relacionamento? Olha para o seu relacionamento anterior!” O Primeiro vira parâmetro de comparação para os outros que vierem depois dele. O primeiro se torna o escuro que faz o claro ser claro.

E foi assim, lá naquela conversa despretensiosa com a amiga meio bêbada que eu soube que não foi só a minha vida que ficou marcada. Sempre tive essa ferida na minha vaidade pelo fato de achar que eu não tinha tido importância na vida lá do outro. E a ébria vira e me diz que foi ela que aconselhou pra que ele não me ligasse, que não me procurasse mais. Mudou uma situação já tão sedimentada.

Com o orgulho ferido eu sabia conviver, com essa informação eu não sei se sei.

Thursday, January 18, 2007

Vide o fundo da embalagem


Por pura constatação não acredito em uniões eternas. Até mesmo aqueles casamentos que duram até que a morte os separe não são eternos. Terminam antes de acabar. A covardia faz com que fiquem. Permanecem porque já estavam ontem. Então ficam. A felicidade dá trabalho e exige coragem, é o que eu sempre digo. Olho os pais, meus e dos amigos, e leio que são casamentos já acabados.

O que é isso de Tarcísio e Glória?

Se é verdade aquele princípio de que duas retas paralelas se encontram no infinito, também é verdade que duas retas sobrepostas, em algum lugar, vão se separar.

Por isso que acho muito digno essa coisa de “vai morar lá em casa”. É mais leve, é mais honesto. Se tudo sair errado “volta pra sua casa! Eu não suporto mais a sua cara!”.

Acho que todos os relacionamentos, de qualquer ordem, têm prazo de validade. Tudo na vida tem prazo de validade. A vida tem prazo de validade.

Insistir nessas coisas estragadas faz mal para o estômago.

Monday, January 15, 2007

Presença


Deve ser da idade. Chega essa hora em que você percebe que a vida é só isso. Vida. Sem elucubrações maiores e desiste de ser super-homem. O ascendente em virgem pára de gritar e você se acalma. Tenho escolhido os caminhos mais simples. Se antes eu gostava da hipérbole, peroração, do discurso polido e elaborado, hoje recuso tudo isso. E acho até graça. Prefiro os sapatos mais folgados. Já que a vida é só isso, caminho, que seja confortável. Ainda paquero com os exageros e gosto dos contrastes. Mas acho que fiquei mais low profile. Deve mesmo ser a idade, que trás esse tipo de segurança que não precisa ter cara, não precisa de afirmações. Basta saber e pronto.

Thursday, January 11, 2007


Não consigo entender a lógica de justo no verão a academia funcionar com esses horários absurdos e aulas reduzidas. São os contra-sensos de uma cidade sem praia.